VideoBar, Lima e Silva 449
CurtaVideo, Bento Gonçalves 619
Francisco Cadaval

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Quando Zack Snyder, mesmo diretor de 300, aceitou o desafio de adaptar para o cinema, a cultuada série de história em quadrinhos, Watchmen, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, sabia que o caminho seria longo e as críticas seriam muitas. Afinal, além de contar com o conservadorismo dos fãs, teria que compilar em pouco mais de duas horas e meia, a séria que originalmente saiu em doze edições mensais pela editora estadunidense DC Comics, entre 1986 e 1987.
Responsável pela consolidação do gênero graphic novel (ou “romance visual”), Watchmen é uma trama que se passa em um “Estados Unidos fictício”, do ano de 1985, onde Richard Nixon está em seu terceiro mandato como Presidente e gere um país, vitorioso na guerra do Vietnam, porém mergulhado nos temores da “guerra fria”.
Watchmen é um filme envolvente com elementos de linguagem bem constituídos, e ultrapassa o clichê dos filmes de “Super-herós” a medida que apresenta além de ação e romance, elementos políticos complexos e um forte apelo dramático.
Quem espera que o enredo dos quadrinhos tenha tido uma simples transposição para a tela, ficará decepcionado, pois Snyder passa ao largo de momentos importantes da história original.
Estranho o fato de filmes de argumento pobre como é o caso de “Quarteto Fantástico” terem merecido continuação e Watchman ter ficado apenas em uma película. Na minha opinião deste poderiam ter sido feito dois ou três longas, aproveitando toda a riqueza de idéias de Moore.
Vale a pena ver, e mesmo quem não é fã da série, terá uma grata surpresa em relação aos bons diálogos e a maturidade visual do filme.
Você pode encontrar o DVD de Watchmen no Vídeo Bar, Lima e Silva 449.

Igor Pereira

Já estão marcadas as datas para a volta do COLDPLAY ao Brasil em 2010. Dias 28 de fevereiro, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e 2 de março, no Estádio do Morumbi em São Paulo.
Os shows fazem parte da turnê Viva la Vida – que já foi vista por quase três milhões de pessoas em 25 países. A banda ainda passará por Buenos Aires, Bogotá, Cidade do México, Guadalajara e Monterrey.
A venda de ingressos começa no dia 7 de novembro, a partir da meia-noite pela internet, a partir das 9h pelo call center (fone 4004-2060), e a partir das 10h nos pontos de venda espalhados pelo país. A cantora inglesa Bat for Lashes, que toca electro, fará os shows de abertura.
Igor Pereira

O poder de uma música. Percussão que contagia, vocal cativante, uma viola que toca o coração e trumpetes que dão vontade de declarar um amor escondido. Tudo isso está em Postcards of Italy, que faz parte do CD The Gulag Orkestar do BEIRUT.
O álbum foi lançado em 2006 mas só agora chega ao Brasil. E como compensação pelo atraso, vem em formato duplo, com o EP Lon Gisland, de 2007 – disco da famosa Elephant Gun, tema da minissérie Capitu. Uma das poucas coisas boas que houve na TV nos últimos anos e que trouxe o Beirut à algum nível de consciência dos brasileiros.
Gulag Orkestar é um disco daqueles que parecem que não foram gravados em estúdio. Uma vez vi um vídeo da banda, em que eles tocavam caminhando, depois entravam num pub borocohô e avivavam o lugar. Pois o clima do Cd é este. Ótimo! Mas é sempre este. E pode cansar.
O Beirut nasceu da ideia de Zach Condon, multi-instrumentista e único compositor da banda e que, na época da gravação de Gulag… tinha apenas 23 anos. Explicado porque a ideia, mesmo ótima, se esgota.
Tem polca, melancolia, música cigana e coisas que parecem compostas por um Gogol Bordello triste. Mesmo com tudo isso, o que arrebata o ouvinte é Lon Gisland e suas cinco músicas. O EP ganha por aproveitamento contra as 11 faixas de Gulag… E tem uma música mais poderosa do que a Postcards of Italy. A infalível Elephant Gun. Uma melodia perfeita que dá mais do que vontade de declarar o amor escondido. Faz declarar. E faz ser aceito.
Igor Pereira

muse

Enfim, chegou à mercearia mais próxima da sua casa o novo e aguardado CD do MUSE, The Resistance. E a primeira impressão que se tem ou ouvir o play é que, definitivamente, a banda conseguiu o registro de algo grandioso. Valeu a espera de três anos por um novo trabalho de inéditas. Em 2008 eles lançaram o incrível DVD Haarp.
Pois em Haarp a banda já deixava clara a pretenção de ser maior. Com um show no estádio Wembley, na Inglaterra, e um cenário deslumbrante, com parabólicas gigantes. E o que se ouve em the Resistance é épico. É nobre. É sobre a natureza humana, amor ódio, conflito. Tudo precisamente misturado ao tom progressivo e sempre moderno das composições de Mathew Bellamy.
Desta vez o guitarrista e volcalista encarnou um maestro. Conduziu orquestra, rearranjou óperas e ajudou fazer de The Resistance o melhor album de 2009 até agora. Em entrevistas, ele disse que queria que o disco soasse mais clássico, como o segundo trabalho da banda, The Origin of Simetry, de 2001. Mas não há dúvida que o Muse deu vários passos adiante do que já produziu e alguns à frente do contexto musical em que se insere, na Inglaterra, e no showbiz mundial. Ninguém é como eles.
O única nota triste do CD é que Bellamy, baita guitarrista, agressivo e inteligente, deixou o instrumento um pouco de lado. Mesmo assim o peso está muito bem representado pelo baterista Dominic Howard e pelo baixista com “personalidade de guitarrista” Chris Wolstenholme. Este sim acaba preenchendo com força e distorção faixas mais eletrônicas, como Undisclosed Desires, e clássicas, como a incrível I Belong To You.
Difícil destacar músicas em um CD todo bom. Mas não se pode encerrar uma resenha sobre The Resistance sem mencionar Exogenesis - uma suíte dividida em três faixas e que era uma das coisas mais esperadas deste álbum. Com ela, o Muse consagra o que consegiu em todo o registro: A grandiloquência pretendida, e não alcançada, por muitas bandas desde a morte de Freddie Mercury.
*colaborou Milton Morales
Igor Pereira

Neste sábado 17, o festival Electroshock traz a Porto Alegre o MIXHELL. A dupla de dj’s, formada pelo casal LAIMA LEYTON e IGGOR CAVALERA, ex-baterista do Sepultura, é garantia de peso, sujeira e criatividade nas picapes. Mais ou menos uma tradução eletrônica do que Iggor fazia na banda thrash mineira.
O festejo marca a segunda passagem do duo pela capital. E é mais uma boa oportunidade de ver Iggor , um dos instrumentistas mais influentes do mundo, se arriscando em uma praia que ainda não é referência tão marcante quanto agredindo os tambores.
Para os fãs incodicionais do baterista, ainda não há nenhuma novidade sobre a volta do Cavalera Conspiracy – projeto de Iggor com o irmão Max, que reproduz a atmosfera metal+hardcore+punk dos melhores momentos do Sepultura.
O Mixhell, estouradaço na Europa, vem à capital como headliner do festival que vai rolar no Porão do Beco. Também vão tocar os curitibanos do Bonde do Role, Copacabana Club, Camboja Motel e o dj redisente Schutz.
*Porão do Beco: Av. Independência, 936
**Os ingressos antecipados para o Eletroshock estão à venda na loja King 55, rua Dona Laura, 78.