
Quando Zack Snyder, mesmo diretor de 300, aceitou o desafio de adaptar para o cinema, a cultuada série de história em quadrinhos, Watchmen, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, sabia que o caminho seria longo e as críticas seriam muitas. Afinal, além de contar com o conservadorismo dos fãs, teria que compilar em pouco mais de duas horas e meia, a séria que originalmente saiu em doze edições mensais pela editora estadunidense DC Comics, entre 1986 e 1987.
Responsável pela consolidação do gênero graphic novel (ou “romance visual”), Watchmen é uma trama que se passa em um “Estados Unidos fictício”, do ano de 1985, onde Richard Nixon está em seu terceiro mandato como Presidente e gere um país, vitorioso na guerra do Vietnam, porém mergulhado nos temores da “guerra fria”.
Watchmen é um filme envolvente com elementos de linguagem bem constituídos, e ultrapassa o clichê dos filmes de “Super-herós” a medida que apresenta além de ação e romance, elementos políticos complexos e um forte apelo dramático.
Quem espera que o enredo dos quadrinhos tenha tido uma simples transposição para a tela, ficará decepcionado, pois Snyder passa ao largo de momentos importantes da história original.
Estranho o fato de filmes de argumento pobre como é o caso de “Quarteto Fantástico” terem merecido continuação e Watchman ter ficado apenas em uma película. Na minha opinião deste poderiam ter sido feito dois ou três longas, aproveitando toda a riqueza de idéias de Moore.
Vale a pena ver, e mesmo quem não é fã da série, terá uma grata surpresa em relação aos bons diálogos e a maturidade visual do filme.
Você pode encontrar o DVD de Watchmen no Vídeo Bar, Lima e Silva 449.







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